Mês: janeiro 2017

Nomes de ruas

Esses dias eu estava pensando em nomes de ruas daqui e como eles são diferentes dos no Brasil.

No Brasil, o mais comum é que as ruas tenham nomes de pessoas consideradas importantes, com feitos importantes para a cidade ou para o país. Em vários casos nem são assim “nossa, que pessoa realmente importante!”, mas alguém que algum vereador x queria homenagear por algum motivo qualquer. Também não é raro que alguma rua ou ponte ou local público (escola, aeroporto, cemitério) seja conhecido por um nome, mas oficialmente tenha um outro nome totalmente diferente – normalmente o de um fulano qualquer. Exemplos em São Paulo são vários: o Minhocão, de nome oficial, usado mais ou menos nunca pela população, Elevado Costa e Silva, o Aeroporto de Guarulhos, de nome oficial Aeroporto Governador André Franco Montoro, ou ainda a Ponte Estaiada, oficialmente Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira. Aliás pontes são ótimos exemplos, quase todas as pontes de São Paulo tem um nome popular e um nome oficial de algum fulano que quase ninguém sabe quem é. Imagino que em outras cidades brasileiras não seja diferente.

Curiosamente, vários desses ilustres fulanos são generais e marechais e outros militares da época da ditadura que certamente não deveriam estar sendo homenageados como grandes heróis e sim vilipendiados pelos abusos e crimes cometidos durante o período de ditadura.

Essa história de dar nomes a logradouros, ou mudar nomes já consolidados para outros para homenagear alguém virou um certo jogo político no Brasil, uma oportunidade de fazer alianças ou agradar as pessoas certas na esperança de obter algo em troca.

Pensando nisso comecei a prestar atenção nos nomes das ruas alemãs.

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Entre as ruas maiores, os nomes mais comuns são nomes de cidades próximas. Principalmente em cidades pequenas ou vilarejos isso fica muito claro porque quase todas as ruas têm o nome do vilarejo vizinho com o qual elas ligam. Eu percebi isso com muita clareza certa vez: eu estava trabalhando num projeto de planejamento urbano de um vilarejo vizinho a Dresden (onde moro), e montando a planta do vilarejo pensei em colocar flechinhas nas ruas que conectavam com as cidades ou bairros vizinhos indicando quais bairros ou cidades ficavam em cada direção. Exceto que era a informação mais redundante que eu poderia ter pensado em adicionar, uma vez que todas as ruas onde eu poderia colocar uma flechinha indicando a cidade com que conectavam já levavam o nome da mesma, que já estava marcado na planta. Era algo assim:

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Aqui em Dresden são vários os exemplos de ruas com nomes de cidades vizinhas: Bautzner Str. (Bautzen), Meißner Landstraße (Meißen), Tharandter Str. (Tharandt), Görlitzer Str. (Görlitz), Dohnaer Str (Dohna), Lockwitzer Str. (Lockwitz), Chemnitzer Str. (Chemnitz), Leipziger Str. (Leipzig), etcetcetc. E essa nomeação é bem consequente: a Radeberger Landstr., por exemplo, que liga a cidade com uma cidadezinha vizinha de nome Radeberg, chama Radeberger Landstr. até o momento em que ela cruza a fronteira com o município de Radeberg, quando o nome da rua então muda para… adivinha, adivinha? Dresdener Str., claro.

(Str., pra quem ainda não sacou, é a abreviação de Straße, que obviamente significa: rua.)

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Um tanto prática essa maneira de nomear ruas, certo? Imagina se as avenidas e estradas em volta de cidades brasileiras fossem assim, e em vez de “Rodovia João Hermenegildo de Oliveira”, por exemplo, você tivesse “Rua que vai pra Mairiporã”. Ficaria um tanto fácil saber chegar em Mairiporã. E também facilitaria lembrar os nomes das ruas e avenidas que saem da cidade. Além de ajudar aqueles que não se dão muito bem com mapas a criarem um mapa mental das redondezas.

Embora ruas com nomes de cidade sejam comuns, essa não é a única maneira de nomear ruas por aqui. Uma escolha muito comum para nomear logradouros alemães são referências físicas. Por exemplo: A rua ou avenida onde fica a estação ferroviária central da cidade frequentemente leva o nome de Bahnhofstraße – Rua da Estação. Uma rua chamada Am Theater, ou Theaterstraße certamente é a rua do teatro municipal. Am Pfaffenberg, por exemplo, seria uma rua ao longo do pé de um morro chamado Pfaffenberg. Uferstraße (rua da costa), Strandpromenade (passeio da praia) ou Seeweg (caminho do mar) (por exemplo) são ruas ao longo da praia ou da costa. Outro nome que aparece de vez em quando é Stadtblick, Vista da Cidade. É, claro, uma rua em algum lugar alto estratégico onde tem-se uma vista boa da cidade.

Algumas vezes o ponto referenciado pelo nome da rua nem existe mais. Um exemplo: dei um zoom em uma cidadezinha qualquer no meio da Alemanha no googlemaps, Straßfurt, na Alta-Saxônia (Sachsen-Anhalt). Uma rua chamada Zollstraße atravessa o rio que cruza a cidade naquela que deve ser a principal ponte da mesma. Zoll significa alfândega, o que nos leva a supor que em algum momento da história esse rio deve ter sido uma fronteira, a Zollstraße era a rua onde ficava a alfândega. Pra confirmar as suspeitas, uma rua logo ao lado chama-se Grenzstraße, Rua da Fronteira. Mesmo sem saber absolutamente nada sobre o local, dá pra inferir um pouquinho da sua história simplesmente prestando atenção aos nomes das ruas.

Também comum é nomear as ruas de acordo com a espécie de árvore plantada ao longo das calçadas. Lindenstraße por exemplo, é uma rua que tem em quase qualquer cidade (Linden, Tilia sp., é uma das espécies de árvore mais comuns em cidades alemãs). É também o nome de uma das principais ruas de Berlin, Unter den Linden, Sob as Tílias (não consegui descobrir se tem um nome em português para Linden então estou usando o nome em latim).

Ruas com nomes de pessoas também tem bastante por aqui, mas são normalmente nomes bem conhecidos. Típicos homenageados são nomes importantes das ciências, artes e filosofia, como Beethoven, Dürer, Einstein, Karl Marx, Nietzsche, etc. Não apenas alemães, mas outros de nacionalidades diversas também são comuns, como Newton, Vivaldi, Mozart, Freud. Esses aparecem só com o sobrenome. Também comum é homenagear pessoas que foram perseguidas pelo nazismo como Rosa Luxemburgo, Hannah Arendt, Olga Benario. Esses aparecem com o nome completo. Aparecem ainda alguns políticos importantes para a história do país como Willy Brandt, ou ainda nomes de alguns reis de um passado mais distante, como – aqui em Dresden, a capital do extinto reino da Saxônia – Augustus (Augusto, o Forte).

Dando zooms aleatórios nos mapas de diversas cidades, me parece que os nomes mais comuns são mesmo as referências físicas: igreja, escola, lago, morro, rio, orla, mercado, castelo, estação, e cidades vizinhas. Essa impressão é corroborada por essas estatísticas aqui mostrando os cinco mais comuns nomes de ruas da Alemanha: Hauptstraße (Rua Principal), Schulstraße (Rua da Escola), Dorfstraße (Rua do Vilarejo), Gartenstraße (Rua do Parque/Jardim) e Bahnhofstraße (Rua da Estação).  Hauptstraße, a mais comum, é nome de alguma rua em nada mais nada menos que 6.284 cidades alemãs!

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No Brasil também tem alguns desses exemplos, claro. E não é por acaso, essas ruas têm esses nomes não porque alguém sentado num escritório de um edifício governamental inventou assim, mas porque elas já eram conhecidas por esses nomes antes destes serem oficializados. Mesmo ruas com nomes já oficiais acabam ganhando nomes de referência não oficiais. Não é difícil imaginar alguns dos muitos diálogos corriqueiros do dia-a-dia que se encaixam nesse contexto, digamos por exemplo a sua avó te dizendo “Ô Filha, leva esse doce aqui pra Dona Maria pra mim? Ela mora ali na rua do sacolão, na casa verde!” ou então talvez “Filha, busca pra mim um pão lá na padaria? Mas vai naquela da rua da feira, que a da esquina ali da igreja o pão é mais caro!”. Então na prática a diferença é que enquanto no Brasil quem define nome de rua são uns políticos feios e antipáticos, na Alemanha quem decide são as vovós!

Pra terminar, deixo aqui algumas referências que usei para escrever esse post:

Um artigo interessante sobre a nomeação de logradouros no Brasil e o jogo político por trás;
Um mapa com os nomes de ruas mais comuns nos diferentes países da Europa;
Um artigo interessante sobre nomeação e renomeação de ruas em Berlin.

Mas a principal referência mesmo foi o Google Maps! 😉


(Publicado em 27 de Janeiro de 2017)

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Quando a neve derrete

Neve, um tema profundamente curioso para brasileiros ou pessoas de lugares em que não neva. E por um bom motivo, um fenômeno meteorológico completamente inexistente na sua região e tão comum em outras, ir a um lugar em que neva é quase como visitar outro planeta.

Mas mesmo sem nunca ter visto neve, todo mundo tem uma concepção clara na mente de como aparenta uma paisagem nevada. Algo assim:

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Mas o que você só descobre depois de passar um tempo morando num lugar que neva é que esse fenômeno é muito mais complexo do que você imagina, que se manifesta de variadas maneiras, muito além da simples paisagem nevada dos filmes.

Uma dessas maneiras é, claro, a neve derretida. É uma coisa que os filmes nunca mostram, mas quando a neve começa a derreter, de coisa bonita, mágica e especial ela passa para coisa inconveniente, suja, irritante.

O primeiro problema aparece mesmo quando ainda está frio demais pra neve derreter por conta própria. Nas ruas e calçadas com muito movimento, a neve logo derrete. Com os carros passando e sapatos sujos das pessoas, fica uma meleca lamacenta:

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A neve suja fica parecendo areia, tanto na cor quanto na consistência.

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E quando é muita neve, ficam alguns montinhos acumulados onde a neve foi jogada pro lado (quando limparam a rua ou a calçada), e esse montinho demora mais pra derreter que o resto. Fica uma beleza:

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Mas a pior parte é que a neve dá uma derretida nas calçadas onde as pessoas passam, e se continua frio, ela, lógico, congela de novo. Só que o que congela é água logo, o resultado é… gelo.

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Aí é que fica uma beleza pra andar… tudo bem escorregadio. O que nos leva a outro ponto importante: como não escorregar na neve? Quando a previsão é de neve, a prefeitura passa pela cidade jogando umas pedrinhas nas calçadas, que deixam as mesmas menos lisas e escorregadias. Essas pedrinhas são outra chateação depois que a neve derrete, porque fica um monte de pedrinhas espalhadas pela rua, que ficam presas no sapato, entram no mesmo, etcetc. Maior bagunça. A prefeitura eventualmente passa de novo recolhendo as pedrinhas, mas só se eles não forem precisar jogar elas todas de novo na semana seguinte. Então durante janeiro e fevereiro ficam as pedrinhas por todos os lados:

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É um alívio quando as pedrinhas finalmente desaparecem! Mas quando tem bastante neve nas ruas, ou gelo, mesmo com pedrinhas é bem perigoso escorregar. Ideal é também ter boas botas de inverno, que além de serem à prova d’água também têm solas bem robustas, pra aumentar o atrito com a neve (o fato de serem à prova d’água não te ajuda a não escorregar, claro, mas é o critério mais importante pra escolher boas botas de inverno, já que é o que faz o seu pé não ficar molhado de andar na neve).

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Outra coisa chata desse derretimento geral é que a rua fica toda suja, com as pedrinhas e lama, como já mencionei, mas também com poças de água como se tivesse acabado de chover.

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E ficam umas ilhas de neve engraçadas onde as pessoas não andam… nesta foto mostra bem, exatamente em volta dos postes e árvores um montinho restante de neve na rua já bem seca:

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E todas essas pedrinhas e lamas e água suja vão parar dentro de casa… Ok, dentro de casa não porque os alemães sempre tiram o sapato na porta de casa (justamente por causa disso). Mas em lugares em que você não tira o sapato pra entrar, como supermercados, lojas e ônibus, o chão fica bem nojento em dia de neve:

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Outra coisa que você jamais imaginaria é que pedaços de gelo caindo dos telhados podem ser perigosos. Se escorrega um monte de neve do telhado não é grande problema. Mas como na rua, acontece no telhado de a neve dar uma derretida porque a temperatura subiu, e aí congelar de novo quando a temperatura cai de novo, de noite, por exemplo. Quando a neve acumula no telhado e começa a derreter-e-recongelar, é comum escorregar uns pedaços de gelo… Por isso inclusive que os telhados têm uma gradezinha embaixo:

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Essa gradezinha é justamente pra segurar uns pedaços maiores de gelo, para eles não caírem na rua. Mas alguns acabam passando, e pode ser um tanto perigoso para quem está andando na rua lá embaixo. E se você mora no apartamento diretamente sob o telhado (como o apartamento das janelas que aparecem na foto acima), em dias que a temperatura sobe um pouco acima de zero você às vezes é acordado às 2 da manhã com o barulho nada agradável de enormes blocos de gelo escorregando pelo telhado…

Tem também as estalactites que formam no telhado e às vezes quebram e caem antes de derreter.

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Pedaço de estalactite no chão. Não é suficiente pra grandes estragos, mas pode machucar bem se cair bem na sua cabeça!

Enfim. A neve é bonita, bem bonita. Todo mundo gosta pra caramba quando neva, mesmo os alemães que já conviveram com neve a vida inteira. Tudo fica mais claro, mais simpático… mas com a neve vem várias inconveniências e chateações, também.

Mas pra terminar, ficam umas fotos bonitas de paisagens nevadas!

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Schnee… kalt!


(Publicado em 21 de Janeiro de 2017)

Réveillon na Alemanha

Ontem eu reli um post que eu escrevi sobre o ano novo na Alemanha, esse daqui. Eu escrevi esse post na virada de 2013 para 2014, o meu segundo ano novo na Alemanha. Ontem foi meu quinto réveillon por aqui, e acho que agora já tá pra escrever um post um pouco mais específico com algumas impressões mais claras.

No outro post eu já falei sobre raclette, o jantar típico de ano novo daqui. Mas vou falar de novo. Eis aqui nosso raclette de ontem:

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Raclette na verdade é um tipo de queijo suiço, mas o nome também se refere a esse prato meio estilo fondue: Tem essa chapa que você liga na tomada e na qual você pode colocar umas “panelinhas”. Cada um tem sua panelinha e coloca nela as comidas que deseja: queijos, legumes, presuntos, etc. É bem gostoso!

Aqui o réveillon costuma ser comemorado com amigos, e não com a família como o Natal. A grande diferença – na minha experiência – do Brasil é que é um dia em que as pessoas festejam meio exageradamente. Sei lá, se embebedando loucamente, indo em altas festas, coisas assim. O Raclette é relativamente comum como jantar, mas o nosso jantarzinho aconchegante a dois me parece não ser a regra: normalmente as pessoas se encontram com amigos, jantam e depois vão em festas, bares, etc. E bebem. Muito. Ano novo é a pior noite pra andar pela cidade, as pessoas ficam muito loucas, é uma coisa meio estúpida. A gente normalmente depois da janta sai pra ir ver os fogos de artifício em algum lugar estratégico da cidade, mas a pequena caminhada de casa até algum lugar tipo as margens do rio é sempre um stress só com as pessoas bêbadas soltando fogos pelas ruas.

Essa é a outra diferença: TODO MUNDO (ou muita gente) solta seus próprios fogos de artifício. Só que vc imagina uns moleques bêbados soltando fogos de artifício no meio da rua com amigos? Não é sempre uma coisa assim cuidadosa e segura. No ano passado uma loja de donuts que a gente adorava pegou fogo porque alguém jogou fogos de artifício pela janela do porão embaixo da loja… Incêndios resultantes de fogos de artifício não são super comuns, claro, mas com a bagunça que é com as pessoas soltando fogos aleatoriamente vai acontecer um ou outro…

E aí quando você chega em algum lugar estratégico pra assistir fogos – no rio, numa ponte, numa praça com uma vista panorâmica da cidade ou qualquer coisa assim – tá sempre cheio de gente, soltando rojões ali do seu lado. Teve uma vez que alguém soltou um rojão do meu lado e acertou minha perna! Não queimou nem nada, mas foi bem dolorido…

Isso é uma parte da celebração de ano novo daqui que realmente realmente me irrita. Eu adoro assistir os fogos e adoro ano novo, toda essa simbologia de começar um ano, começar um novo, coisa e tal… e esse stress às vezes quase estraga a festa. E, lógico, no dia seguinte a cidade está um nojo: lixo de rojão e fogos de artifício por todo o lado (já que as pessoas não se preocupam muito em limpar seus próprios lixos quando estão caindo de bêbadas…).

Enfim. Não era a ideia inicial escrever um post com tanto rancor, rsrsrs. Mas é que essa parte realmente é chata, e é uma pena.

Bom, pelo menos com tanta gente soltando fogos de artifício o que não falta é fogos bonitos no céu!

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Mas pra quem tem cachorro deve ser um problemão. Tenho uma amiga que mora bem no centro da cidade que normalmente deixa os dois cachorros dela numa pensão de animais meio fora da cidade, pra passarem a noite do ano novo mais tranqüilos. Eu gosto de assistir fogos, mas acho que tinha que ser concentrado, só os fogos oficiais da cidade, ou coisa assim. Aí quem tem cachorro e mora perto de onde é a queima de fogos pode levá-los para a casa de algum parente ou amigo pela noite, e não fica essa bagunça perigosa de todo mundo soltar seus próprios rojões.

Uma outra coisa que eu acho bem estranha do ano novo daqui é a falta de uma contagem regressiva. Não sei, todas as vezes que eu passei o ano novo aqui estava na virada em algum lugar público com bastante gente em volta, e parecia que só eu que estava fazendo contagem regressiva às 23:59:50… nunca teve aquela coisa de todo mundo contar junto gritando bem alto 10… 9… 8… faz falta! E com todo mundo soltanto rojões, se você não está olhando o relógio fica até difícil dizer exatamente quando que virou o ano, pq 10 minutos antes já tem tantos fogos que você fica se perguntando se seu relógio está atrasado!

Enfim… todo ano eu penso: “Bah, ano que vem vou passar a virada tranquila de boas em casa ou em algum lugar bem longe…”. Mas aí no final acabo indo ver os fogos em algum lugar e me stressando com a bagunça, hehehe.

Pra terminar, só mais algumas observações de coisas típicas do réveillon no Brasil que não tem na Alemanha: tradição de se vestir de branco, show da Daniela Mercury (ou equivalente) na Avenida Paulista (ou equivalente), corrida de São Silvestre, calor, comemoração com a família, assistir as comemorações de outros lugares pela TV, assistir a contagem regressiva na TV. Mas pelo menos tem raclette!


(Publicado em 1˚ de Janeiro de 2017)