comunicação

Toques e conversas

Eu já falei um pouco sobre cumprimentos e comunicação na Alemanha, que estão também ligados ao que a gente ouve falar sobre a cultura européia (norte-européia, mais especificamente), sobre eles serem “frios”.

Essa impressão fica clara também na freqüência com que os alemães se tocam.

Claro, amigos próximos e família se abraçam, por exemplo, quando se encontram, antes de ir embora… mas só! Quer dizer, durante uma conversa ninguém se toca, ninguém coloca a mão no ombro do outro, dá um abraço, sei lá. É até difícil explicar porque falando, assim, parece totalmente normal, ué, você também não abraça pessoas aleatoriamente enquanto conversa durante um jantar, né? Mas depois de um ano convivendo praticamente só com alemães eu conheci várias pessoas de outros lugares do mundo e percebi que sentia falta de contato humano!

Sempre que eu lia sobre o Brasil textos que diziam coisas como “ah, os brasileiros se tocam o tempo todo, tem um contato muito próximo entre as pessoas, não ache estranho se alguém que você mal conhece encostar em você, etcetc” sempre me pareceu meio exagerado, até parece que você sai abraçando desconhecidos na rua, sei lá. E não é nenhum pouco difícil você se adaptar a não encostar nas pessoas jamais, você nem percebe que está agindo diferente porque é normal, pra você também, só encostar em pessoas quando a outra pessoa está de alguma maneira passando algum sinal de ser receptiva.

Então durante o primeiro ano na Alemanha, em que só tive contato com alemães, nem percebi que não encostava nunca em ninguém a não ser para cumprimentar, e também não percebi que da mesma maneira que eu parei de encostar nas pessoas, eu também passei a não esperar que as pessoas encostassem em mim.

Aí de repente conheci várias pessoas de outros países onde como no Brasil o contato também é mais próximo, e primeiro percebi que depois de pouco tempo, pessoas que tinham acabado de se conhecer já estavam se abraçando com freqüência, encostando nos ombros, na cintura, nos braços, como se fossem grandes amigos. Mas comigo não faziam isso! De alguma maneira – não sei como – as pessoas não sentiam que eu estivesse tão receptiva a toques quanto os outros. De alguma maneira eu tinha me acostumado a não encostar nas pessoas e a passar a mensagem que não queria que encostassem em mim.

Assim que eu comecei a iniciar o contato – abraçando as pessoas, por exemplo – essa barreira desmanchou, e eu percebi o quanto eu sentia falta de contato humano! Engraçado!

O estranho é que eu tenho a impressão que até para casais de namorados o contato é bem restrito, pelo menos na frente de outros.

Apesar de conviver com essas diferenças, não acho que descrever os alemães como “frios” seja muito justo. Dá a impressão de que eles não se encostam porque não se gostam, ou porque não querem intimidade, sei lá. Não é o caso. É só mesmo uma diferença cultural, mas não significa que as pessoas em si sejam diferentes.

Esse contato mais próximo que a gente tem no Brasil, ou na América latina inteira, melhor dizendo, também aparece em outras situações.

Se você for uma pessoa introvertida, que não consegue com facilidade se entrosar em grupos sem ajuda, você vai logo perceber convivendo com alemães que eles NÃO SABEM INCLUIR PESSOAS DE FORA.

Fato. Esquece. Não leve pro lado pessoal. É cultural. Os alemães não sabem fazer uma pessoa de fora (seja de fora do país, de fora do grupo de amigos, de fora da família, ou o que for) se sentir incluída. Se você for com um amigo alemão a uma festa, ou a algum evento social qualquer, onde todo mundo já se conhece e ninguém conhece você, nããããão espere que alguém venha falar com você, te perguntar da sua vida, nem nada. Não mesmo. É difícil de entender e parece super antipático. Se você não falar alemão, por exemplo, ninguém vai se incomodar de falar inglês só pq vc está sentado na mesma mesa, ainda que seja um grupo pequeno de umas 3 pessoas. Você tem que ser bem direto e explicar “olha, rola falar inglês que eu não entendo uma palavra do que vocês estão dizendo e acho super chato, isso?”. Se você pedir diretamente, eles provavelmente vão respeitar e falar inglês na sua frente. Mas se você não falar nada, não espere que eles percebam por conta própria que é super antipático excluir alguém da conversa dessa maneira. Sério, eles não percebem mesmo.

Mas mesmo que você fale alemão, se você não iniciar a comunicação por conta própria, ou se entrosar numa conversa em andamento, não espere ser incluído. Sabe aquela coisa de vir alguém curioso saber de você, falando “ei, porque você está aí quieto num canto, vem conversar com a gente! Fala, da onde você é, exatamente? Como é lá? Como é a sua família?”? Não existe. Nunca vi. Juro, raríssimo. É cultural, mas é muito difícil não sentir, numa situação dessas, que é pessoal. Mas não é: Se você for lá falar com as pessoas, elas vão te tratar super bem, ser simpáticas, conversar. Só que você é que tem que ir.

Tenho quase certeza que não é de propósito

Se você for daquelas pessoas comunicativas, extrovertidas, Sr. Simpatia, e tal, você provavelmente não vai ter nenhum problema.

De repente conhecendo pessoas de outros países, principalmente da América Latina, percebi o quanto era difícil fazer amizade com alemães. De novo, eles são legais, são simpáticos, são do bem. Só que a intimidade demora demais para aparecer, você começa a achar que a pessoa não está interessada. Entre a gente na América latina, é super comum você se dar bem com alguém logo de cara, já sentir que se conhece há anos. Aqui na Alemanha amizades demoram um pouco (poucão) mais para se firmar.

Talvez ao invés de “frios” possamos dizer que os alemães são reservados.


(Publicado em 25 de Setembro de 2013)

Horário alemão

Combinar ou descobrir um horário na Alemanha pode ser um desafio para alguém em processo de aprender a língua. Tem várias peculiaridades em como a língua alemã descreve números e horários.

Uma coisa particular que eu notei é que eles nunca usam as horas de 1 a 12 para a tarde. Em várias situações em que eu mencionei o horário de 12 horas, o interlocutor alemão repetiu o horário de 24h para confirmar.
Por exemplo: “a biblioteca fica aberta até às 6 e meia?” “…é, até às 18 e trinta.”
Isso me aconteceu em vários momentos, basicamente todas as vezes em que eu usei as horas de 1 a 12 para me referir a algum horário à tarde ou à noite, a pessoa repetiu o horário com as horas de 1 a 24 para confirmar.

Um grande problema para entender os números é que em alemão eles são meio complicados. Para números com dois algarismos, eles falam primeiro o segundo algarismo, e depois o primeiro. Por exemplo, digamos, 35 em alemão é fünfunddreißig ou cinco (fünf) e (und) trinta (dreißig). (E para confundir mais na escrita eles juntam tudo).

Já o número 135 seria hundertfünfunddreißig. Cem (Hundert) cinco (fünf) e trinta (dreißig). Convenhamos, não é o sistema mais esperto de todos os tempos.

Óbvio que acontece direto, quando, por exemplo, um professor ou professora pede para vc abrir o livro na página 47, de vc abrir na página 74 pq está acostumado a pensar nos números em ordem diferente. Mas, claro, se vc errar o número da página vai demorar uns 10 segundos para perceber o erro e abrir a página certa. Mas se vc entender errado um horário, o problema é maior.

Claro, se a pessoa falasse 14 e vc entendesse 41 não teria problema uma vez que não existe 41h. Mas e se a pessoa falar, digamos, 2:35 bem rápido? Vc pode se confundir e ouvir só o trinta e cinco, fünfunddreißig, e pensar que a pessoa quis dizer 5:30. Cinco e meia, ou cinco e trinta. Fünfunddreißig. Para piorar, com as horas de 24, 2:35 vira vierzehnundfünfunddreißig. E aí? Pelo telefone o que vc vai ouvir no meio desse monte de palavra misturada?

Sim, também em alemão tem maneiras diferentes de falar os horários redondos, tipo :30, :15, :45, ;00… Mas como em português, às vezes ao invés de dizer cinco e meia vc diz cinco e trinta. Acontece.

Mas espere, não é só!

Porque os alemães achavam que ainda estava muito simples explicar horários, e que era melhor complicar um pouco, eles resolveram escolher uma maneira totalmente ilógica de dizer “e meia”. Halb fünf. Parece simples, ué, halb é que nem inglês, half, né? Halb fünf, cinco e meia, né? Óbvio, né?

SÓQUENÃO!

Halb fünf significa QUATRO e meia. Sim, pq faz muito sentido vc dizer “metade cinco” querendo dizer falta uma metade de hora pras 5, em vez de um simples e indubitável QUATRO E MEIA.

E em alguns lugares da Alemanha eles usam a mesma idéia para :45 e :15. Só que de maneira mais ilógica AINDA!  No geral na Alemanha oriental, Viertel zehn (quarto dez) significa 9:15. Algo como “um quarto de hora a caminho do 10”, saca? Totalmente insano. Dreiviertel zehn significaria 9:45. Na Alemanha Ocidental eles são mais específicos e dizem “Viertel nach neun” para 9:15 (um quarto depois de nove) e “Viertel vor zehn” para 9:45 (um quarto antes das 10). Mais compreensível.

Para se referir à hora “em ponto”, na Alemanha ocidental, é comum dizer “Punkt zehn”. Bem 10 em ponto, mesmo. Aqui em Dresden, e em geral na Alemanha oriental, se o horário já é claro e vc só quiser especificar que é em ponto naquele horário, vc pode dizer simplesmente “um”: “Wir treffen uns um“. “Um” é a preposição para horas, então seria como se vc dissesse “A gente se encontra às“. Soa engraçado. Você talvez esteja se perguntando em que situação você já saberia o horário mas não que era em ponto. Um exemplo seria, digamos, você vai ao cinema para assistir um filme que começa às 9:30. Aí vc diz pro seu amigo:  “A gente se encontra às.”  e fica claro que vc quer dizer às 9:00. Ou então você pode dizer nesse caso “Wir treffen uns um zehn nach”. Ficaria claro que vc quis dizer às 9:10. Peculiar.

Com essa história de trocar a ordem dos algarismos nas dezenas, preços também podem confundir, às vezes. Uma vez perguntei o preço de uma coisa qualquer num mercado de Natal e o moço me disse: “neununddreißig”. Talvez por otimismo, entendi que custava 9,30€. Nove euros e trinta centavos. Nove e trinta. Neun und dreißig. É claro que o preço era 39€.

Esse é um erro que os alemães não cometeriam porque se custasse de fato 9 euros e 30 centavos eles diriam “neun Euro dreißig”. O mesmo pode ser usado para especificar um horário: “neun Uhr dreißig”.

Mas as confusões, para quem está aprendendo alemão, são inevitáveis. Melhor sempre repetir para confirmar.

Convenhamos que, para um país conhecido por ter bons engenheiros, a maneira como eles descrevem números e horários não é das mais lógicas já inventadas… diante disso, é até bem impressionante que eles sejam sempre tão pontuais!


(Publicado em 23 de Agosto de 2013)

Comunicação direta

Não seria novidade escrever aqui que os alemães são sempre muito diretos, que respondem honestamente sem rodeios ou atalhos. Mas o que significa isso, na prática? Que eles soam sempre grossos e mal-educados? Que se você perguntar para um amigo alemão o que achou do seu novo corte de cabelo, ele talvez responda que ficou péssimo? Que se eu convidar alguém em casa e a pessoa não estiver a fim, vai responder, simplesmente “Não, obrigada.”? Se eu der um presente de aniversário para um alemão e ele não gostar, vai dizer “nossa, que porcaria, pode ficar que eu não quero isso, não!”?

Essa história da comunicação direta é um pouco difícil de entender, porque não é tão extrema quanto parece, mas te surpreende quando você menos espera. Ou melhor, surpreende os alemães, principalmente.

Por aqui as pessoas também procuram ser educadas e simpáticas, mas mais importante na cultura alemã é se comunicar de maneira clara, sem deixar dúvidas e sem mentir.

Na prática isso significa o seguinte:

1 – Se alguém te oferecer alguma coisa, sinta-se livre para aceitar sem cerimônias. Ninguém oferece só por educação. Se te oferecerem um café, uma água, uma bolacha, coca-cola, cerveja ou salsicha, se quiser aceite, se não basta um “não, obrigado”. É desnecessária aqui aquela dança:

“– quer um pedaço?

– Ah, não obrigado.

– Não, sério, pode pegar, eu não vou agüentar tudo!

– Não, magina, é seu bolo, não precisa!

– Não, mas sério, é muito grande, pega um pedaço!

– Ah, tem certeza?

– Tenho!

– Ah, que bom, eu tava morrendo de vontade!”

O que também significa que se você oferecer algo e a pessoa não aceitar, não precisa insistir. É até ruim insistir, a pessoa vai sentir que você não respeita a vontade dela, e tal. Se ela disser que não quer, acredite.

2 – Se você comentar que alguém deve passar na sua casa qualquer dia desses, o seu amigo alemão vai entender isso como um convite direto. “Você tem que vir lá em casa qualquer dia!” aqui é equivalente a “Vem jantar com a gente no sábado que vem às 20h?” com a diferença que o dia e o horário quem vai escolher é o convidado. Ele provavelmente vai te ligar um dia aleatório “E aí, posso ir amanhã?”.

Duas experiências engraçadas nesse sentido:

Da última vez que fui num evento familiar do meu namorado comentei com a avó dele, que mora em outra cidade, que ela tinha que vir nos visitar para ver nosso apartamento, e tal. Não era desonesto, eu de fato queria que ela visitasse, mas também não era assim um “NOSSA, você TEEEEM que vir visitar a gente, a gente MAL PODE ESPERAR pra receber uma visita sua, VAI SER O MÁÁÁXIMO, QUANDO VC VEM?”. Mas a resposta foi de acordo: “Ah, não, mas magina, não tem como, eu só vou para Dresden durante o Natal, e no Natal vocês não estão em casa, aí não tem como, para mim é muito difícil viajar, e….”.

Ok, tudo bem, vó, vc não PRECISA visitar, vc PODE visitar se quiser. Aqui esses convites casuais são levados bem mais a sério.

Outra situação contam os pais do meu namorado, que em uma viagem ao redor do mundo conheceram um paulistano no Chile. Como por coincidência o próximo destino do casal era São Paulo, o recém-conhecido então, segundo os dois, convidou-os a ficar na casa dele. Assim contam eles. Eu aposto que o moço só falou algo do tipo: “Ah, que legal que vocês vão para São Paulo, podem me visitar, então!”. Mas, claro, problemas interculturais de comunicação resultaram em que quando o casal estava para ir para São Paulo, ligaram para o rapaz perguntando se poderiam, então, ficar na casa dele entre as datas x e y. A resposta, foi, claro, algo como “Ahm? Ah! Er… é que… essa semana… eu estou reformando o apartamento.. esse mês inteiro, na verdade, eu nem estou ficando lá, estou temporariamente na casa do meu irmão, então…”.

Então cuidado se comentar com alguém de outra cidade que ele deve visitar. Ele virá com malas no fim de semana seguinte, se possível.

Mas, claro, o outro lado é que se algum alemão comentar “venha nos visitar uma hora dessas!” você não precisa se sentir constrangido na sua próxima viagem para aquela cidade de perguntar se pode dormir no sofá do seu amigo.

3 – A comunicação entre pessoas que não se conhecem é mais fácil, porque é sim bem direta.

Por exemplo: digamos que você peça um favor para alguém que você não conhece, como um desconto numa loja. Se a pessoa concordar, você não precisa ficar se perguntando “ixi, mas ele/a fez mó cara feia, acho que ele/a não gostou muito…”. Se a pessoa não achar boa idéia, ela vai dizer claramente que não. Alguém que você não conhece não vai fazer algo por você que não deveria fazer só porque não sabe falar não. No Brasil as pessoas não sabem falar não. Um bom exemplo para mim era sempre no ônibus. Tem claramente lá a placa dizendo que não pode ouvir música alta. Não deveria ser responsabilidade do cobrador dar bronca em quem não seguisse a regra? Mas a gente não sabe falar não no Brasil. Aqui fácil fácil a pessoa responsável iria lá tirar satisfações e dar bronca. Inclusive, se você estiver fazendo algo que incomode outras pessoas, espere ouvir bronca de desconhecidos.

4 – Se alguém te perguntar, digamos, se você vai na festa e você responder “ah, acho que vou passar lá mais tarde!”, a pessoa estará esperando que você apareça mais tarde. Eles não entendem indiretas. Se você não quer decepcionar a pessoa (no caso de ser, digamos, o anfitrião, ou um pretendente, sei lá, alguém que de fato queira saber se você vai) mas você não quiser ir, melhor dizer “Ih, não vai dar”. Uma coisa positiva, pelo menos na minha experiência, é que se você fala “não vou poder” ou “preciso ir, até mais”, os alemães não pedem justificativa. E eles também só vão te perguntar “Mas por que você não foi, ontem, na festa?” se você tiver dito que iria.

5 – “Tudo bem?” é uma pergunta levada a sério, por aqui. Mas já escrevi sobre isso no post Oi, tudo bem?

O que essa comunicação direta NÃO significa:

Que um amigo seu vá ser grosso ou te ofender desnecessariamente só porque é híper honesto.

Se você convidar alguém para, sei lá, ir tomar um café ou ir jantar na sua casa, e a pessoa não quiser, ela não responderá simplesmente “não, obrigado”. Ela também vai tentar responder de uma maneira simpática, ou até ir, se achar que não é uma situação que dê para dizer não. Entre amigos, os alemães também sabem que nem sempre é possível dizer não. Mas se ele disser que vem, pode ter certeza que vem. Os alemães jamais dizem uma coisa e fazem outra (bom, claro, jamais é exagero, mas eles procuram manter a palavra).

Se você perguntar para um alemão a opinião dele sobre seu novo corte de cabelo, e ele não tiver gostado, ele também não vai responder de maneira direta que não gostou. Ele não vai se sentir confortável em mentir, mas vai procurar achar uma maneira simpática de responder, ou fugir de ter que responder. Ele provavelmente não vai responder “Ah, adorei!” se não tiver gostado, como talvez a gente fizesse, mas não vai ser mal-educado.

Se você der um presente para um alemão e ele detestar total o presente, ele vai sorrir e agradecer e fim. Como você faria. Mas se por algum motivo o presente for algo que ele realmente não pode usar, independente de ter ou não gostado, ele provavelmente vai te dizer. “Ixi, adorei os chocolates, mas é que eu sou diabético!” ou “putz, obrigada pela garrafa de vinho, mas eu não bebo álcool!”, etc. Isso não vai ser considerado um problema. Mas se ele simplesmente não gostar do presente, vai ser tão educado quanto você seria em não dizer que achou péssimo.

No começo, essas diferenças podem parecer estranhas e difíceis de se acostumar, mas com o tempo você vai percebendo que é, na verdade, muito fácil se comunicar dessa maneira. Acaba sendo mais fácil em várias situações, de saber o que a outra pessoa pensa de fato, e se sentir na liberdade de dizer o que pensa também sem ficar com medo de ofender a pessoa.


(Publicado em 15 de Agosto de 2013)