costumes

Small talk

Eis uma coisa em que os alemães são realmente péssimos: Small talk. Conversinha boba entre pessoas que não se conhecem bem, aquele “nossa, que tempo feio, né?” “ah, sim, parece que amanhã vai chover de novo, e…”

Se você encontra algum conhecido alemão na rua por acaso, e pára para uma conversinha boba (e cuidado que falar “oi, tudo bem?” é o mesmo que falar “oi, nossa, vamos parar aqui pra conversar que eu quero ouvir da sua vida, que que tá rolando?”) dá quase pra ver o desconforto no ar. Não é que eles não queiram conversar com você, é que eles realmente não sabem como ter uma conversinha de boas sem compromisso tranquilamente como quem não quer nada.

O mais curioso é como eles identificam socialmente essas coisas. Esses dias eu e o namorado conhecemos um casal de americanos, e passamos várias horas conversando com eles. Conversinha sem nada importante, sobre bichos de estimação, sobre a cidade (eles moram aqui a pouco tempo), sobre aprender alemão… Alguns dias depois eu sugeri para o namorado que convidássemos o casal para alguma coisa, que eles pareceram legais, e tal. A resposta dele foi “Bom, não dá pra saber ainda se eles são legais porque americanos são muito bons de Small Talk, né?”. Quer dizer, ser bom em small talk para os alemães não é uma característica que melhora a sua personalidade, mas que a esconde! Como que uma maneira de disfarçar quem você realmente é ou o que você realmente pensa, e tal. Achei muito curioso. Ano passado a gente esteve nos EUA e a primeira coisa que eu notei é que os americanos são tão legais e simpáticos. Justamente porque eles são bons de Small Talk. Assim como a gente no Brasil, também, ou na América inteira, por sinal. A gente sabe ser simpático, conversar de boas, e tal. Com os alemães é bem diferente, ainda estou por ver um alemão desconhecido sendo simpático comigo sem motivo nenhum. Sabe essa amizade leve que você faz com as pessoas do seu dia-a-dia, não sei, o cobrador do ônibus que você pega todo dia, a senhora simpática que passa toda semana na loja em que você trabalha pra comprar alguma coisa? Vocês se vêem com tanta freqüência que já sabem o nome um do outro, pergunta dos filhos, qualquer coisa bobinha. É, isso não rola aqui, não.

A chance de alguém puxar conversa com você no consultório do médico, no metrô, no ponto de ônibus, exceto se for pra perguntar algo específico são quase nulas, na minha experiência.

E até pela total incapacidade de fazer small talk que é tão difícil fazer amizade com alemães.

Mas nada disso significa que eles não tenham boa vontade ou não estejam dispostos a fazer novas amizades, nem nada disso.

Aliás, uma coisa que eu noto por aqui é que, se desconhecidos não costumam bater-papo, todo mundo sempre se olha nos olhos, em qualquer situação. Às vezes se você está, por exemplo, pagando alguma coisa num caixa, fazendo um pedido num balcão, vendendo alguma coisa pra alguém numa loja, o que for. Você nem sempre (pra não dizer quase nunca) olha nos olhos da outra pessoa. Você fala com educação, mas está olhando a carteira pra achar o dinheiro, ou a coxinha que você está escolhendo pra comer, ou a coisa que está vendendo, etc. Ultimamente eu comecei a prestar atenção e tenho visto que nessas situações, a outra pessoa tá realmente me olhando nos olhos, e comecei a me esforçar pra olhar a pessoa de volta dessa maneira mais direta. E também percebi como é difícil isso, pra mim, de olhar nos olhos de algum desconhecido. Normalmente você olha em volta, no rosto, meio pro lado, o que for, mas tenho percebido que raramente eu olhava desconhecidos diretamente nos olhos.

Talvez a simpatia dos alemães com desconhecidos não esteja nessas conversas tranquilas a que nós estamos acostumados mas em outros gestos mais sutis como uma troca direta de olhares.


(Publicado em 23 de Setembro de 2015)

Sobre casacos de inverno

Recentemente escrevi dois posts sobre apetrechos de inverno – roupas e acessórios. Mas me parece que faltou falar algumas coisas sobre como usar casacos de inverno que talvez convenha mencionar.

Uma coisa muito interessante que eu aprendi na Alemanha é como guardar seu gorro, luvas e cachecóis ao pendurar o seu casaco em algum lugar. Os alemães guardam seus acessórios nas mangas dos casacões. Como esses casacos são bem fofões, você coloca o cachecol, luvas e gorro nas mangas e eles não caem. É muito prático quando você precisa deixar seu casaco num guarda-roupas digamos em um museu ou teatro. Lá você deixa seu casaco com algum funcionário que o pendurará em um cabide, e portanto guardar os acessórios nas mangas é bem conveniente.

Ok, tentei tirar uma foto de um cachecol dentro de um casaco, mas ficou meio esquisito. Enfim, deu pra sacar, né?

Ok, tentei tirar uma foto de um cachecol dentro de um casaco, mas ficou meio esquisito. Enfim, deu pra sacar, né?

Aliás uma outra coisa sobre casacos de inverno, é que em toooodos os lugares tem cabides, mancebos, guarda-roupas ou guarda-volumes para você deixar o seu casaco.

Em restaurantes, normalmente perto da porta tem alguns cabides ou mancebos onde você pode deixar tranquilamente o seu casaco. Mas também é comum colocar o casaco na cadeira. Todas as salas de aula ou auditórios tem também cabides ao lado da porta. Em teatros, óperas, concertos, tem sempre um guarda-roupas (com funcionários) para deixar o casaco. Em museus, é normal ter tanto guarda-roupa quanto guarda-volume (armarinhos) para deixar casacos e bolsas. Nas casas alemãs, as portas de entrada abrem sempre para um hall onde tem cabides ou armários para casacos, sapatos e acessórios de inverno. Ainda estou por encontrar uma casa alemã cuja porta de entrada abra direto pra sala, acho que realmente não tem porque de fato por aqui seria bem inconveniente.

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E sendo assim, é quase obrigatório deixar seu casaco na entrada, mesmo que não esteja tão frio e você só esteja usando uma jaqueta fininha. Mas o fato é que casacos e jaquetas ninguém usa dentro de casa por aqui. O único lugar interno em que as pessoas não tiram o casaco são lojas e shoppings. Nesses lugares realmente não tem onde deixar o casaco, porque seria uma enorme confusão, claro. Em qualquer outro lugar fechado todo mundo sempre tira o casaco ao chegar, e os alemães vão achar muuuuuuuuuuito muuuuuuito esquisito se você continuar usando o seu. E vão comentar, meio rindo, meio achando ridículo “você não vai tirar seu casaco?”. Você será uma pessoa um tanto exótica por aqui se esquecer de tirar seu casaco na entrada.

E outra prática que pode imediatamente logo de cara e bem de longe te identificar como estrangeiro de país onde não faz frio é andar pela rua com o casaco aberto. Claro, se nem tiver frio e você estiver só com uma jaquetinha fininha tudo bem. Mas no inverno, ou quando estiver frio, se você andar com o casaco aberto todo mundo vai achar beeeem estranho. E pode ter certeza que você jamais verá um alemão andando no frio sem fechar o zíper do casaco. E faz todo sentido – uma das características mais importantes dos casacos de inverno é que eles são resistentes ao vento. Quer dizer que mesmo que estiver o maior vento, não entra ar frio dentro do seu casaco. E lógico que isso não funciona se você não fechar o zíper!

Acho que isso é tudo o que havia a ser dito sobre casacos de inverno. No mais, depois que você se acostuma com esses detalhes, fica muito fácil reconhecer turistas no inverno pela maneira com que eles se vestem! Mas, morando aqui, logo você aprende as manhas de Alemanha! (cofcofcofonomedesseblogémuitosagazeuseicofcofcof)


(Publicado em 27 de Dezembro de 2014)

Manda um abraço!

Os alemães levam tudo a sério. Já discuti aqui como se um alemão te oferece alguma coisa você pode aceitar tranquilamente porque não é só por educação. E se vc disser não, eles não vão insistir. Assim como se você oferecer algo, tenha em mente que eles vão se sentir na liberdade de aceitar. Sarcasmo não é uma figura de linguagem comumente empregada por alemães nem em piadas nem em conversas, e se usado em discussões será um tanto ofensivo para os eles.

E uma das coisas que eles levam muito a sério são cumprimentos remotos. Sabe quando vc fala pra alguém “ah, manda um abraço para o fulano!”? Eles mandam. Mesmo.

Essa diferença você percebe bem rápido ao conhecer alemães, quando começa a receber cumprimentos remotos dos familiares ou amigos de amigos que te conhecem. Uma coisa bem comum, por exemplo, é, após um telefonema do meu namorado com alguém da sua família, ele vir me dizer que o tio/tia/pai/mãe/primo/irmã/avó me mandou um abraço. Tá, com telefonemas não é tão estranho, porque você está ali do lado quando a pessoa te manda o abraço, então está fácil para o “entregador” do abraço remoto lembrar de te avisar que a outra pessoa pensou em você. Mas eles levam a sério mesmo. Ontem encontrei uma amiga para um café, é bem no final, quando estávamos nos despedindo, ela falou: “ah, já estava esquecendo! O Andreas [namorado dela, também meu amigo] te mandou um abraço! Ah, e fala pro seu namorado que eu mandei um abraço pra ele também!”. E ela falou de um jeito tão sério que deixou bem claro que era realmente importante, para ela, lembrar de me dizer que o Andreas lembrou de me mandar um abraço.

Claro que eu não lembrei de repassar o abraço para o meu namorado como ela pediu, porque para mim lembrar de mandar um abraço para alguém da família do seu amigo é algo que vc faz não para que esse familiar saiba que vc lembrou dele, mas para que o seu amigo saiba que vc lembrou das pessoas que lhe são importantes. Pra gente, no Brasil (me corrijam se discordarem), o importante do cumprimento remoto é mostrar para o seu interlocutor que você lembra dos nomes das pessoas importantes para ele, das pessoas com quem ele vive, e tal. Certo que em algumas situações vc lembra sim de repassar o abraço – digamos por exemplo se você encontrar alguém que você não vê há um tempo e a pessoa manda um abraço pro seu marido. Aí a noite você encontra seu marido e comenta “ah, eu encontrei o fulano, hoje, imagina!” “Puxa, sério? Que legal, como ele tá?” “Tá ótimo, te mandou um abraço!”. Mas para pessoas que você encontra regularmente, jamais lhe ocorreria de lembrar de comentar que a pessoa mandou um abraço. E os alemães fazem questão não apenas de repassar os tais abraços, como de lembrar de mandá-los em basicamente todas as situações.

E depois que você percebe isso, uma dúvida cruel segue: será que eles te acham super antipático se você não mandar um abraço? Ou se você não repassar o abraço enviado por outro, corre o risco de fazer com que este seja falsamente acusado de antipático por ter esquecido de mandar um abraço, quando na verdade foi você que esqueceu de repassar?

Não tenho certeza da resposta. Na dúvida, o mais seguro é sempre lembrar de mandar e repassar abraços (eu ainda não me acostumei).

E, aliás, uma observação. Na verdade em alemão não é abraço que se manda, mas um cumprimento, mesmo. Em alemão se diz, por exemplo, “Grüß den Andreas von mir!”, ou “Cumprimente o Andreas por mim!”. Claro, eles não mandariam abraços, é íntimo demais, né? E cumprimentos remotos eles mandam realmente pra todo mundo, lembro de receber cumprimentos remotos de familiares do meu namorado antes mesmo de conhecê-los pessoalmente…


(Publicado em 21 de Novembro de 2014)

 

Pão e sal

Um costume bem interessante aqui na Alemanha é a tradição referente a mudanças para novos lares.

Como no Brasil, quando você se muda para uma casa nova, é comum fazer uma festinha com os amigos ou familiares para comemorar a casa nova. Mas uma coisa diferente e bem interessante é o presente que habitualmente se dá a um amigo ou familiar que se mudou para uma casa nova: pão e sal.

Olli Niemitalo – Wikipedia

Normalmente preparadinhos de uma maneira decorativa, o pão talvez enrolado num pano bonito e o sal em um pequeno recipiente simpático, a combinação pão e sal é uma tradição típica da Alemanha e alguns outros países vizinhos.

E, como toda tradição, o presente não é sem significado. O sal, em tempos passados um condimento muito caro, simboliza a riqueza que você deseja para seu conhecido na nova casa. O pão, um item essencial da cozinha alemã, simboliza os votos de que seu conhecido sempre tenha o suficiente para comer em sua nova casa.

Em tempos passados a combinação de pão e sal era um presente não apenas simbólico mas realmente valioso uma vez que a comida era escassa e os ingredientes, custosos. Hoje, claro, tanto pão quanto sal podem ser adquiridos por poucos euros em qualquer supermercado ou padaria, de maneira que o presente é puramente simbólico. Mas isso dá uma certo valor diferente para o mesmo. Afinal, não sendo caros, fica fácil preparar um presentinho de boas vindas para novos e desconhecidos vizinhos também, facilitando a criação de um relacionamento bom na vizinhança. Quer dizer, a simbologia do presente faz com que você passe uma boa impressão de simpatia ao bater na porta do seu novo vizinho com um pão e um pouco de sal. A tradição existe na Alemanha toda. Fica a dica!


(Publicado em 18 de Outubro de 2014)

 

Martinstag

Martinstag, ou Dia de São Martinho, é uma data religiosa comemorada em alguns países da Europa Central e do Norte, incluindo, claro, a Alemanha. A data oficial é dia 11 de Novembro, mas a comemoração referente costuma ocorrer em diferentes datas, de acordo com a conveniência da escola. Escola?

Eu não sei se outras pessoas comemoram o Martinstag por algum motivo qualquer, mas pelo menos por aqui é tipicamente uma festinha do jardim da infância.

Mas espere, antes de mais nada. Quem é esse tal São Martinho? O Lutero? Não, o Martinho em questão é o São Martinho de Tours, conhecido pela história em que ele corta seu casaco na metade para dividi-lo com um mendigo durante uma nevasca.

El_Greco_-_San_Martín_y_el_mendigo

Ele é também conhecido por ser amigo das crianças e padroeiro dos pobres.

Embora seja comemorado pelas escolinhas, não é uma comemoração brega chatinha. É bonitinha porque as crianças saem andando em grupos pela cidade com “lampiões”. Sei lá qual o melhor nome, mas são assim:

Tradicionalmente a procissão das criancinhas é puxada por alguém representando o São Martinho, em um cavalo. Mas acho que não é sempre que a escolinha arranja um cavalo pro evento… E voltando à história da data mais conveniente, como depende um pouco da escola, e a maioria prefere fazer o evento numa sexta-feira para ficar mais fácil para os pais participarem, em diferentes dias de Novembro você vê criancinhas com lampiões andando por aí.

Mas a comemoração não se limita à procissão. A mesma termina em uma fogueira, onde as crianças se juntam e comem o Martinstag Weckmann, um pãozinho em forma de homenzinho com um charuto.

Também faz parte da tradição do dia de São Martinho, comer ganso. Segundo a lenda, para evitar tornar-se bispo, São Martinho teria se escondido em um viveiro de gansos. Mas os gansos cacarejaram (cacarejaram?) e delataram o pobre São Martinho.

Eu nunca vi essa parte, mas de acordo com alguns alemães ocidentais, depois da procissão as crianças vão em grupinhos de porta em porta cantar músicas típicas de São Martinho para ganhar doces. Como cai normalmente no início de novembro, o dia de São Martinho é meio que a tradição alemã “comparável” ao Halloween. (com a diferença de que para ganhar doces as crianças cantam musiquinhas fofas ao invés de ameaçar os adultos com travessuras).

Embora Halloween não seja tradição na Alemanha, aos poucos mais e mais crianças saem com fantasias no dia das bruxas para pedir doces na vizinhança. Não é super comum, mas talvez apareçam um ou dois grupos de monstrinhos e bruxinhas à sua porta dizendo “Süßes oder Saures!”, a versão alemão de Trick or Treat.

Sou mais manter o tal dia de São Martinho, é mais simpático!


(Publicado em 17 de Novembro de 2013)

Universidades alemãs: aplausos curiosos

Universidades alemãs tem diversas particularidades interessantes e diferentes do Brasil. Não vou abordá-las todas num único post, ouvi dizer que é melhor criar suspense.

Mas uma das peculiaridades mais interessantes, e totalmente específica da Alemanha, são os “aplausos” ao final da aula.

Você já está pensando aí com seus botões, como assim, o que tem de especial em aplaudir a aula, super normal, a gente também aplaude!

Mas a diferença reside no aplauso. Eis que na Alemanha não é exatamente um aplauso. Ao final de uma aula na universidade – e isso é exclusivo das universidades, em outros eventos aplaudíveis o aplauso é normal – os alunos batem na mesa com os nós dos dedos (também não sabia que chamava assim, quem me disse foi o Google translator, mas nó dos dedos são aqueles ossinhos da mão que você usa para verificar se um mês tem 30 ou 31 dias), da mesma maneira que você bateria numa porta antes de entrar, só que na mesa! Assim:

Eu sei, eu sei, é provavelmente a coisa mais bizarra que você já ouviu sobre a Alemanha nesse blog ou em qualquer outro lugar! Mas é verdade e totalmente difundido: provavelmente qualquer aula em uma universidade alemã que você presencie terminará com a típica batidinha de nós-de-dedos na mesa. Se você chegar desavisado vai achar totalmente incompreensível e talvez imaginar que os alunos estão fazendo graça do professor ou coisa do tipo. Mas é o equivalente de um aplauso.

Pesquisei um pouco e descobri um artigo no Deutsche Welle sobre o assunto, que descreve algumas possibilidades para a origem deste curioso costume alemão. Segundo o artigo, não existem estudos sobre o assunto e portanto a origem não é certa. Mas o autor sugere (entre outras alternativas) que possa ser relacionado ao fato de que ao final das aulas, há uns dois séculos atrás, aos alunos munidos de suas penas e pergaminhos (ok, pergaminhos talvez não) restava apenas uma mão livre para demonstrar seu entusiasmo com a proeminente fala de seu ilustre professor. Aparentemente deixar a pena de lado por alguns segundos para um aplauso normal era irrealizável restando-lhes apenas a oportunidade de bater na mesa como se fosse uma porta. Plausível.

Origens duvidosas à parte, interessa saber que bater na mesa é um gesto multifuncional!

Se quando realizado ao final da aula representa aplausos, ao ser efetuado poucos minutos antes do horário de término da mesma indica ao professor que a aula já durou o suficiente e os alunos estão cansados e desesperados para que chegue ao fim. Alunos batendo na mesa com esse intuito eu nunca presenciei, mas segundo o meu namorado, com mais anos de experiência em universidades alemãs que eu, acontece sim, de vez em quando, e não é desrespeitoso como soa! Conveniente!


 

(Publicado em 13 de Novembro de 2013)