igualdade

Sobre mudar de nome ao casar

Os posts estão atrasados, eu sei! Fim de ano é sempre corrido não importa se você estuda, trabalha fora, cuida da casa ou dos filhos, ou qual quer que seja a ocupação que você escolheu para passar o tempo entre refeições.

Mas hoje tive uma conversa sobre nomes engraçados com minha colega no trabalho, e fiquei com vontade de escrever (mais) um post sobre nomes. Eu escrevi já um post sobre como funcionam nomes e sobrenomes na Alemanha, e também um outro sobre nomes não alemães na Alemanha, e também no post sobre casar aqui eu falei sobre como funcionam as regras de mudança de nome.

Esse é sobre mudança de nome também, mas não sobre regras.

Eis que na conversa com a minha colega sobre nomes engraçados, ela contou que a filha dela casou e mudou de nome, para um nome bem constrangedor. Não vou mencionar o sobrenome em especial para não ofender ninguém com o mesmo sobrenome, mas basicamente é um sobrenome com um significado bem peculiar.

Isso que me inspirou a escrever esse post. Como eu já expliquei provavelmente nos três posts que eu linkei lá em cima, ninguém é obrigado a mudar de nome ao casar aqui, claro, e você pode ou trocar seu sobrenome pelo do/a marido/esposa, ou adicionar o dele/a extra ao seu com um hífen. A Joana, por exemplo, suponhamos que o nome de nascimento dela era Joana Belo. Aí casando com o (digamos) Lúcio Peixoto, ela poderia mudar o nome dela pra Joana Belo-Peixoto, ou Joana Peixoto-Belo, ou ainda Joana Peixoto, ou deixar o Joana Belo.

Eu vou me casar no ano que vem e nunca nem de longe passou pela cabeça cogitar mudar de nome. Eu entendo que ainda hoje algumas pessoas escolham mudar de nome ao casar, ainda tem uma certa romantização da família toda ter o mesmo nome, em círculos mais conservadores ainda é um tanto inesperado que a noiva mantenha seu nome de nascimento, e, claro, em muitos casos a pessoa nem gosta de seu nome de nascimento e aproveita a oportunidade para se livrar dele para sempre. Tudo bem. Eu gosto muito do meu sobrenome, acho ele bem bonito, ele é parte da minha identidade, nunca pensei em mudar.

Mas o que me surpreende é o quanto isso – a mulher manter o nome de nascimento depois de casar – ainda é totalmente estranho para os alemães! Você imaginaria que aqui as pessoas são menos conservadoras, menos ligadas a essas tradições. Mas to-das as mulheres com quem eu falei sobre o assunto – to-das – responderam com “Não vai mudar? Mas nossa, por quê?” como se não mudar de nome signficasse que eu não amo meu noivo o suficiente ou pretendo me divorciar, ou coisa assim. Fico até com uma pontinha de dúvida se as pessoas não ficam achando que se eu não vou mudar de nome é porque eu quero casar só pra tirar o visto de permanência aqui (o qual eu nem preciso ter) ou coisa assim.

É curioso como todas as mulheres alemãs da minha geração que eu conheço aqui e que são casadas mudaram o sobrenome pro do marido. As únicas mulheres que eu conheço aqui de idades próximas à minha que mantiveram o nome ao casar são brasileiras!

E a única alemã que eu conheço que tem seu nome de nascimento é a minha sogra, que mudou de nome ao casar (era obrigatório na época) e assim que a lei mudou e passou a permitir manter o nome de nascimento (no começo dos anos 90) ela foi correndo mudar o nome de volta para o nome original! O casal continua junto até hoje, a desmudança do nome nada tinha a ver com o marido ou com a relação, é uma questão de identidade, mesmo. Acho essa história o máximo!

Isso tudo é estranho também porque aqui, diferente do Brasil, sobrenomes são muito importantes. Em ambientes profissionais quase sempre você será tratado pelo seu sobrenome, só entre colegas da mesma empresa com quem você convive diariamente é que você usa o primeiro nome. Numa reunião, por exemplo, com pessoas de outras empresas, você jamais vai usar o primeiro nome.

Então num contexto desse onde você realmente acostuma a se identificar pelo seu sobrenome, e em 2016 num país onde as pessoas acham muito sinceramente que machismo é coisa do passado ou de outros lugares do mundo, me é muito estranho que as mulheres aceitem mudar de nome tão tranquilamente, sem questionar, e que ainda lhes pareça tão estranho que alguém escolha manter o nome original. Porque Pelo Amor De Deus. Se você tá deliberadamente mudando seu nome pra algo engraçado ou constrangedor, é porque tem alguma coisa errada aí.

Mesmo no cartório, quando fomos entregar os documentos para tirar a “autorização” para casar, senti uma ligeira pressão da funcionária no sentido de mudar de nome. Ela disse que não precisa, e informou direitinho as regras, mas repetiu muitas vezes que eu posso mudar de ideia e mesmo depois de casada mudar meu nome pro do meu marido, a qualquer momento eu poderia fazer isso, viu, pode ficar à vontade, se você quiser mudar a gente muda, você pode estar com 70 anos de idade que tudo bem, quiser mudar o nome pro do marido vem aí que a gente muda! Se eu ainda tivesse expressado alguma dúvida a respeito quando ela perguntou da primeira vez… mas nós fomos bem claros desde o início que não haveria mudança de nome e mesmo assim houve uma insistência muito grande em me assegurar que eu poderia mudar de ideia…

Eu quero só ver as pessoas depois que eu casar me tratando pelo sobrenome do meu marido. Vão ouvir um “ESSE NÃO É MEU NOME!” bem grosso…


(Publicado em 9 de Dezembro de 2016)

Igualdade de gênero na Alemanha

Provavelmente uma característica que não vem à sua cabeça quando você pensa sobre alemães é que seja uma cultura particularmente machista, especialmente no século XXI.

Realmente, em comparação com o machismo muitas vezes forte no Brasil, morando na Alemanha um tempo pode lhe parecer que por aqui isso é bem reduzido. Mas será que é, mesmo, ou ainda existe uma considerável desigualdade de gênero na Alemanha?

Os alemães provavelmente dirão, na sua maioria, que não, não são machistas. Para os alemães, em termos de liberdade e igualdade, a Alemanha e a Europa atingiram um patamar bem elevado, e certamente muitos alemães, inclusive mulheres, achariam sem sentido lugar por igualdade de gênero na Alemanha. Me parece, após morar aqui um tempo, que realmente em vários sentidos a igualdade de gênero por aqui é bem maior que no Brasil. Mas daí a dizer que não existe machismo aqui já é um grande salto. No ranking do Global Gender Gap de 2014, que analisa a desigualdade de gênero nos diferentes países, a Alemanha aparece em 12˚ lugar de país com mais igualdade, ou seja, uma posição super boa (o Brasil aparece em 71˚ lugar). Mas quase igual ainda não é igual, e mesmo na Alemanha ainda há espaço para evolução nesse sentido.

Esse Global Gender Gap mede a igualdade em quatro áreas principais: educação, oportunidade e participação na economia, saúde/sobrevivência e empoderamento político. A Alemanha pontua muito bem nos quesitos educação e saúde, onde a diferença entre homens e mulheres é praticamente nula. Em termos de participação econômica, a pontuação é razoável (73%), mas é em participação política é que o país ainda deixa a desejar em igualdade, com uma pontuação de apenas 40%.

Esses dados são traduções de diferenças reais como a presença de mulheres no parlamento alemão (36%) e a diferença entre salários de homens e mulheres exercendo o mesmo cargo (mulheres alemãs recebem em média 76% do salário dos homens no mesmo cargo, uma das maiores diferenças de salário na europa).

Mas quais são as diferenças ou igualdades percebidas no dia-a-dia?

Uma coisa bem clara é a uma diferença entre as gerações mais velhas, das pessoas com 50 anos acima, pras gerações mais atuais, das pessoas com 30, 20 anos de idade. Entre os casais mais jovens, a divisão de trabalho doméstico é muito comum e, pelo menos pela minha experiência e pelas pessoas que eu conheço, parece bem balanceada. Isso é um ponto bem positivo.

Mas por outro lado, ainda existe uma expectativa razoável da sociedade de que a mulher pare de trabalhar (ainda que temporariamente) uma vez que se torne mãe. Nesse ponto, é interessante notar a diferença que existe entre a Alemanha Ocidental e a Oriental. Na Alemanha Oriental, esperava-se de todos os adultos que trabalhassem e fossem portanto “úteis à sociedade”. Por isso o governo oferecia todas as facilidades necessárias para as mães: escolas e creches em período integral, por exemplo, eram a regra e não a exceção. Já na Alemanha Ocidental isso não aconteceu, de maneira que ainda se espera da mãe maior responsabilidade com a família que do pai, e ainda se critica discretamente mulheres que escolhem continuar suas carreiras depois de ter filhos. Em termos de lei, essa diferença já não é tão presente: os direitos de licença maternidade e paternidade são extensos e praticamente idênticos. Tanto o pai quanto a mãe podem tirar 12 meses de licença, recebendo 65% do salário, ou 14 meses caso seja mãe/pai solteira/o. É possível ainda para ambos tirar uma licença extra não-paga até que a criança complete 3 anos. Ou seja, se as famílias assim escolherem, pode ser o pai a ficar em casa cuidado da criança e não a mãe. A única diferença é que a mãe tem ainda direito a 14 semanas de licença recebendo 100% do salário, pela gravidez em si, sendo 6 semanas a tirar antes do nascimento, e o resto depois. Só que, embora na lei seja igual, na prática não é tão simples. Não tem creche suficiente para todas as crianças da Alemanha, de maneira que o governo, ao invés de construir mais creches, criou um programa em que eles pagam uma bolsa para mães ou pais que fiquem em casa cuidando da criança até a mesma atingir a idade escolar. Ou seja, ao invés de pagar pela creche, o governo paga para a mãe ou pai cuidar da criança. Só que isso resulta em uma desvantagem para as mulheres. Se um dos dois pais vai abrir mão do emprego para criar a criança, mesmo que nem houvesse nenhuma expectativa em relação a qual dos dois teria que fazer isso, seria natural e razoável para o casal escolher que aquele que ganha mais no emprego continue trabalhando, enquanto o outro pare de trabalhar. E, como já discutimos, a diferença de salário ainda é considerável e as oportunidades de emprego também. Assim, pagar para que um dos pais cuide da criança ao invés de construir creche inevitavelmente diminui a probabilidade da mãe poder continuar trabalhando após o nascimento do filho.

E claro, como mencionado antes, em termos de oportunidades no mercado de trabalho, ainda existe uma diferença bem razoável entre mulheres e homens. Mulheres têm menos oportunidade e recebem menos pelo mesmo trabalho, além do ainda existente teto de vidro em grandes empresas, que impede que mulheres – mesmo muito melhor qualificadas que seus colegas homens – sejam promovidas aos cargos mais altos. Para tentar mudar um pouco essa situação, o governo alemão recentemente aprovou a criação de cotas para mulheres nas cúpulas de empresas. A partir de 2016, grandes empresas terão de reservar 30% dos cargos nos conselhos de administração de empresas para mulheres. A medida já foi aplicada em outros países da europa como a Noruega, França e Holanda. Para ilustrar um pouco a desigualdade: 59% das empresas de médio porte alemãs não têm nenhuma mulher em cargo de liderança, um dado bem mais negativo que a média européia de 36%.

Mas voltando ao dia-a-dia. Diferenças positivas que você percebe na Alemanha em relação ao Brasil no quesito igualdade de gênero é a total e completa ausência de assédio de rua. Homens desconhecidos dando opinião sobre a sua aparência no meio da rua, olhando para você de maneira desrespeitosa, buzinando de carros ou qualquer outro tipo de assédio de rua é praticamente inexistente. Um alívio. E outro ponto positivo, também relacionado, é que na Alemanha as mulheres vestem o que bem entendem e ninguém diz nada a respeito. você pode sair de shorts curto, decote, saia, o que for, sem medo de ser assediada por desconhecidos ou criticada por conhecidos por isso. Ninguém solta aquelas bobagens de que “mulher precisa se dar o respeito”. Me parece que a maioria dos alemães já entenderam que não existe condição pra respeito que só se aplica a um gênero.

Já as coisas negativas do dia a dia. Como no Brasil e na maioria dos países, os padrões de beleza impostos para mulheres ainda têm uma influência muito forte, e a objetificação feminina na mídia também é ainda muito presente. Quanto às expectativas para crianças, também ainda é bem comum a separação de “brinquedos para meninas” e “brinquedos para meninos”. E ainda é bem forte também a idéia de que certas ocupações são mais masculinas enquanto outras mais femininas. Mulheres nas engenharias e ciências, por exemplo, são em número bem reduzido em relação aos homens. Aliás, uma diferença forte que eu notei: na faculdade em que eu estudei no Brasil, a relação de professores homens para professores mulheres era de quase 1 pra 1. Eu lembro que contei uma vez e tinha aproximadamente 55% de homens e 45% de mulheres professoras doutoras no meu curso. Já meu namorado conta que na faculdade dele (ele fez o mesmo curso que eu e no mesmo período, só que na Alemanha), o número de professoras era extremamente reduzido, ele lembra de no máximo duas durante o curso inteiro.

Tem um programa legal do governo alemão que tem como intenção justamente incentivar mais meninas a seguirem carreiras que são tradicionalmente masculinas, chama-se Girl’s Day. Eles fazem eventos nas escolas com crianças a partir dos 11 anos, mostrando para as meninas profissões técnicas, científicas e “braçais” (marcenaria, por exemplo), e incentivando-as a considerarem também essas carreiras. Um pouco depois do início do Girl’s Day, o governo começou também o Boy’s Day, para fazer o mesmo para os meninos: incentivá-los a seguir carreiras tradicionalmente consideradas femininas, como professor de escola primária/creche, enfermeiro, e outras profissões ligadas ao cuidado de pessoas.

Então, resumindo: a Alemanha está evoluindo, e existem várias leis e programas do governo com a intenção de diminuir a desigualdade de gênero no país. Mas há, ainda, bastante espaço para melhorias nas condições atuais.


(Publicado em 8 de Março de 2015, dia internacional das mulheres)

 

A pirâmide social alemã

Um tópico sugerido por uma amiga que eu achei interessante para discutir aqui é sobre os empregos que não exigem qualificação acadêmica. Eu já escrevi, bem no começo do blog, sobre empregos que não existem na Alemanha. Em um país onde a desigualdade é uma das mais baixas do mundo (12˚ lugar de acordo com o índice de GINI que mede a desigualdade dos países), empregos com baixos salários e que não exigem alta qualificação são bem menos numerosos. Um texto muito interessante (e já extensivamente compartilhado em redes sociais) sobre o assunto da desigualdade nos países europeus é esse, escrito por um brasileiro que mora em Amsterdam.

Mas vamos ao assunto. Quem faz os trabalhos com menores salários, na Alemanha?

Vários empregos são ocupados majoritariamente por estrangeiros. Peões de obra, por exemplo, especialmente na ex-Alemanha Oriental, são em sua grande maioria poloneses. Na Alemanha Ocidental, turcos. Outras ocupações empregam esses mesmos grupos, como lixeiros e trabalhadores rurais.

Já para ocupações relacionadas a atendimento – caixa de supermercado, atendentes em padarias, garçons em restaurantes – que para a gente no Brasil estaria no mesmo patamar de salário dos peões de obra, a situação é um tanto diferente. Em cidades como Dresden, com poucos estrangeiros (em relação ao resto da Alemanha), mas em que mesmo assim as obras são realizadas em peso por poloneses, os empregos de atendimento são ocupados principalmente por alemães.

Mas entre esses empregos também há uma diferença: enquanto, por exemplo, atendendo em uma padaria ou dirigindo um ônibus você vai encontrar alemães de diferentes idades, garços e garçonetes de restaurantes e cafés são na maioria jovens de menos de 30 anos.

Essa breve descrição mostra então três “níveis” de empregos de baixa-qualificação, e que, no Brasil, estão mais ou menos na mesma linha: Trabalhos pesados braçais, ocupados por estrangeiros; garçons e garçonetes, ocupados por jovens alemães e outros empregos gerais de baixa qualificação, ocupados por alemães em geral.

Por que a diferença?

Acontece que por aqui, mesmo um emprego que exige baixa-qualificação é razoavelmente bem pago. Esse ano mesmo o governo alemão aprovou o salário mínimo de 8,50 euros por hora, o que corresponde a aproximadamente 1360,00 euros por mês em um trabalho de período integral. 1360 euros, como você pode imaginar, é dinheiro suficiente para uma vida decente por aqui. Somando ainda extras que você recebe do governo alemão, por exemplo, se tiver filhos, um emprego em período integral que pague o salário mínimo é suficiente para morar num lugar bom, sustentar os filhos, opções de lazer, compras necessárias e algumas desnecessárias, e assim vai. Vejo esse salário mínimo não como “o mínimo salário que alguém pode pagar”, mas como “o mínimo salário que alguém pode receber”. Por isso esses empregos gerais são ocupados por alemães diversos de várias idades. Para quem escolhe não continuar a educação em uma instituição de ensino superior (leia aqui como funciona o sistema educacional alemão), as opções são suficientes e proporcionam vidas dignas.

A diferença dos garçons e garçonetes é que não são empregos vistos como duradouros, digamos assim, não são vistos como profissões. A maioria desses cargos são ocupados por estudantes universitários aproveitando as horas livres para ganhar um dinheiro extra durante os estudos. Essas ocupações são no geral mais flexíveis e pagam por hora.

E, finalmente, na base da pirâmide social, empregos braçais. Esses, sim, são última alternativa. Além dos malefícios para a saúde que essas profissões causam a longo prazo, empregos como trabalhador rural e trabalhador em canteiro de obras são por temporada: não existem no inverno. Os imigrantes que ocupam esses cargos são normalmente pagos salários bem abaixo daqueles que recebem os alemães (mesmo alemães exercendo a mesma função), mesmo trabalhando aqui legalmente. 3 ou 4 euros por hora, são porém salários mais altos que receberiam nos seus países de origem (mesmo no caso da Polônia, ainda sendo um país vizinho), e por isso continuam atrativos. Mas, para os alemães, tais empregos com piores conseqüências para o corpo e a saúde, são de fato última alternativa.

(Ironicamente, na Suiça os alemães é que são a mão-de-obra barata)

Vale ainda fazer uma pequena observação a respeito de estrangeiros na Alemanha. Embora os empregos menos desejados por alemães sejam ocupados majoritariamente por estrangeiros, não significa que a maioria dos estrangeiros ocupem tais empregos por aqui. Na verdade, de acordo com uma pesquisa recente, a população de origem não-alemã, na Alemanha, é em média mais qualificada que a população alemã. O que também não significa que tendo um doutorado você tem entrada livre no mercado de trabalho alemão, muito pelo contrário. Já escrevi um pouco sobre a aceitação dos alemães aos imigrantes aqui, mas para resumir: a língua é uma barreira difícil de transpor, e a “desconfiança” dos alemães por profissionais estrangeiros é, infelizmente, ainda bem alta.


(Publicado em 7 de Novembro de 2014)